2011

2011 foi um ano que passou tão rápido em alguns momentos e em câmera lenta em outros. Foi o ano que eu coloquei para trás o meu maior receio, que era o de não passar no vestibular. Eu me lembro até hoje da virada de 2010 para 2011 que eu abracei minha mãe e sussurrei para ela, e para Deus, que o que eu mais queria era passar no vestibular. Eu sei que é uma coisa pequena se comparada a todos outros problemas existentes no mundo, mas naquele momento, naquele novo minuto eu nunca desejei tanto colocar um ano conturbado e turbulento como 2010 para trás.

Mas o ano de 2011 me trouxe tanta coisa boa, muito mais do que eu poderia sonhar: logo em Fevereiro eu consegui uma coisa que eu achei ser impossível — colocar um ponto final na minha primeira história. Ela não ficou boa, de longe é uma história que alguém queira ler, mas é a minha e é a primeira e olhando para trás eu guardo esses dois personagens que protagonizaram uma história meio bobinha de dois amigos de infância que se apaixonam e depois se separam e não sabem o que o futuro lhes reserva.

Depois, em Maio, no aniversário de 50 anos do meu pai, eu finalmente conheci a Califórnia. Oh, se eu não tenho uma pequena (e não muito saudável) obsessão com esse lugar. E uma coisa que eu só fiquei sabendo horas antes de embarcar: nós iríamos fazer uma road trip pela Califórnia. Foi então que eu conheci várias cidades, desde as mais famosas como San Francisco, Los Angeles, Santa Monica e Santa Barbara até as não-tão-conhecidas, como Napa Valley, Pismo Beach e tantas outas. Foram mais de 10 cidades.

E como se não bastasse ter realizado o sonho de ter feito uma road trip, em Junho, dia 30, eu embarquei para Londres, para o meu (primeiro) intercâmbio. Eu ainda consigo me lembrar das lágrimas da minha mãe, que prometeu que não iria chorar; me despedindo do meu pai uma última vez antes que a fila me levasse até o terminal, as minhas próprias lágrimas embaçando minha visão — e fazendo com que eu me sentisse uma idiota por chorar só porque vai ficar um mês longe dos pais. Mas uma idiota feliz. :)

O mês de Julho foi um desses que passou rápido demais, mas cada momento está na minha memória em câmera lenta. É engraçado como eu fiz tanta coisa e me lembro até dos pequenos detalhes; é engraçado como um mês, 30 dias, podem ocupar um espaço tão importante na minha vida. Fiz amigos, conheci várias pessoas, outra cultura, falei inglês — mas não o tanto que eu gostaria — e, principalmente, aprendi a me virar um pouquinho. A ser mais tolerante, mais paciente, mais extrovertida.

E tudo isso durante a faculdade que eu entrei. Conheci várias pessoas lá, me aproximei mais de algumas que já conhecia e aprendi coisas novas. E então Setembro chegou, que é o mês do meu aniversário, que cai na mesma semana de provas, uma semana que já é um pouco estressante e o monstro do ano de 2010, aquele que não me deixava parar de chorar, aquele me deixava insegura e com medo e sem esperança de que eu não fosse conseguir fazer qualquer coisa na minha vida, retornou. Eu não conseguia parar de chorar e posso dizer, não sem arrependimentos, que meu aniversário de 19 anos não foi nada bom.

Mas então Outubro chegou e com ele o monstro foi embora. Eu já comecei a pensar no NaNoWriMo, que era como um daqueles potes que guardam tudo do melhor. Era em Novembro que eu iria escrever 1667 palavras por dia para que, no final do mês, uma história de 50 mil palavras estivesse pronta. No such luck, mas não tem problema. Aliás, não teve problema algum. Eu estudei bastante em Outubro, o que me rendeu férias sem exame, mas Novembro é mês de prova e… é. Nem com mágica eu conseguirira.

Foi durante esse período que eu comecei a montar o Clube do Livro Jovem de RP, junto com a Priscila Braga, Paraler e Editora Novo Conceito. Todo mundo que me ajudou com esse clube, eu não tenho nem palavras para agradecer. Foi outro sonho que se realizou e não foi com a ajuda de poucos. E foi por causa dele que a Pri, que eu já conhecia faz um tempinho, entrou na minha vida pra ficar! Ela se tornou uma amiga que eu estimo e valorizo até o fim, é daquelas que sabe até o seu lanche favorito do Mc!

Fora isso, 2011 também foi o ano em que comecei a trabalhar como Leitora Crítica — sabe aquelas pessoas que leem manuscritos em inglês, fazem um parecer e enviam para a editora? ENTÃO! Imaginem o quão feliz eu fiquei por trabalhar para uma editora tão querida, avaliando possíveis lançamentos? É muito, muito, muito bom! Sem contar o convite para ser uma das colunistas/blogueiras do site de uma revista, Revide Vip. Esse foi uma das notícias que requer uma dancinha feliz, né?!

E agora Dezembro está acabando e a notícia de que eu ganhei uma viagem para Paris fechou o ano com chave de ouro. Eu me pego pensando que esse ano foi um dos melhores da minha vida. As minhas memórias têm sempre em plano de fundo, quando eu estava viajando, ou em primeiro plano, o meu namorado. É como se ele tingisse minhas memórias com a melhor cor, porque ele esteve sempre lá — em pensamento ou em pessoa, segurando minha mão e me impelindo a seguir em frente. Em retrospectiva, eu olho o quanto de coisa eu fiz, consegui e realizei. Aos olhos alheios — e em alguns momentos em que a minha esperança falha — pode parecer não ser muito. Eu ainda quero — preciso — terminar a minha história, reescrevê-la, editá-la e sabe se lá mais o que para que ela fique pronta. Esse é um dos meus maiores sonhos, provavelmente um que eu vou pedir fervorosamente hoje na virada de ano.

O ano de 2011 ainda ecoa em meus ouvidos e eu espero sempre me lembrar de cada detalhe para que eu saiba que é possível sim conseguir aquilo que você deseja. Nesta virada de ano, vou pedir que o meu 2012 seja recheado do mesmo recheio que fez 2011 inesquecível — mas vou acrescentar algumas coisas, vou tentar ser uma pessoa melhor e afastar ainda mais os medos que ainda me atormentam. Mas, acima de tudo, quando o novo ano chegar, naquele primeiro e novo minuto, aquele que segura tanta esperança em 60 segundos, eu vou agradecer. Agradecer por cada pessoa que entrou na minha vida, por cada dádiva, por toda a paz e a alegria que rodeou o meu 2011. Vou olhar para minha mãe e para meu pai e pensar: eu nunca fui tão grata pela minha vida.

11 comentários

Resenha: Sociedade Secreta — Sob a Rosa

Este é o segundo livro da série Sociedade Secreta. Para ler a resenha do primeiro volume — Sociedade Secreta: Rosa & Túmulo — clique aqui.


Resenha:
Amy Haskel é uma Coveira, faz parte do primeiro clube da sociedade secreta Rosa & Túmulo que admitiu mulheres em seu seleto e elitizado grupo. Depois de ter passado por um rito de iniciação pra lá de estranho e ter feitos juramentos para manter tudo em segredo,  Amy tem que conciliar os estudos com as reuniões da sociedade bem como sua vida social — que está cada vez mais conturbada e interessante desde que George Prescott, um de seus irmão de sociedade, começou a se aproximar dela.

Mas é aí que um site que começa a revelar segredos sobre a sociedade. Repórteres, entrevistadores e câmeras cercam a entrada do mausoléu da sociedade e manter a discrição está ficando cada vez mais difícil. Se isso não bastasse, os patriarcas — os Coveiros dos outros clubes e que bancam a sociedade —, não estão nada contentes, pois acreditam que a informação esteja saindo de um integrante do clube atual.

Amy tem fama de ser paranoica por teorias de conspiração e ninguém acredita quando ela diz que um dos Coveiros foi sequestrado. Mas um patriarca, alguém com quem ela não simpatiza muito, é o único que a ajudará a encontrar o Coveiro que desapareceu e a verdade por trás do site, assim como outros segredos que Amy nem desconfiava que existia...

Esse livro é TÃO bom!!!! Não sei o que dizer que eu já não tenha dito na resenha do primeiro volume, mas Sociedade Secreta: Sob a Rosa é tão divertido, bem escrito e a Amy é uma personagem tão.... cativante! E hilária! E atrapalhada, determinada, corajosa, inteligente! O romance desse livro é meio diferente daqueles que estamos acostumados, porque é bem realista.. nada de amor platônico, oh-como-você-é-perfeito. Muito pelo contrário! Ela tem um caso com o George, mas eu parava até de respirar sempre que o Poe aparecia em cena! ♥

É um daqueles livros que me fez rir alto, virar as páginas sem que eu nem percebesse e me deixou com aquela vontade absurda de já ter o terceiro para ler! Leitura mais do que recomendada!

5/5

Skoob: adicione.
Compre: {Cultura}
12 comentários

Sorteio: Feliz 2012!

Eu pensei em fazer um sorteio para o Natal, mas como eu não conseguiria colocar os livros e brindes a tempo que a pessoa recebesse no Natal, decidi fazer um relacionado ao Ano Novo! :)

KIT 1



KIT 2


KIT 3

+ VÁRIOS marcadores!

(Todos os livros estão dentro do kit disponibilizado pela Novo Conceito!)

Para participar:
1. Ter endereço no Brasil;
2. Ser seguidor do blog (não precisa ter blog, basta apenas um email ou até mesmo twitter);
3. Deixar um comentário neste post********;
4. Preencher este FORMULÁRIO.
*Sorteio válido até o dia 7/01/2012.

******** ATENÇÃO: no comentário, você deverá colocar em ordem de preferência os kits que você deseja ganhar. Por exemplo: "1ª opção: kit 2; 2ª opção: kit 3; 3ª opção: kit 1". Só assim eu vou saber qual você quer ganhar, porque serão 3 GANHADORES. O primeiro ganhador receberá sua primeira opção, o segundo ganhador receberá sua primeira opção, a não ser que sua primeira opção tenha sido a primeira opção do primeiro ganhador, então ele receberá sua segunda opção. Entenderam?! :)

Participações extras: (opcional)
Twitter — basta tweetar a seguinte frase: "Sorteio Feliz 2012! Ganhe vários livros para começar o ano bem! http://migre.me/7bUQM — @giuufernandes + @Novo_Conceito" uma vez ao dia. A cada tweet, preencher novamente o FORMULÁRIO. Tem que ser seguidor do perfil da Novo Conceito e do meu perfil!


Boa sorte! :)

86 comentários

Quinta em Outra Língua: The Scorpio Races

{O Quinta em outra língua é um meme criado por este blog para fazer resenhas ou comentar sobre lançamentos de livros estrangeiros às quintas-feiras. Todo blog pode participar - saiba mais aqui!}

*


"Your face looks like it remembers a smile."

Resenha:
"It is the first day of November and so, today, someone will die." É assim que começamos a leitura de The Scorpio Races. Novembro é o mês em que a Scorpio Races ocorre, uma corrida em que, inevitavelmente, alguém morre. Porque o cavaleiro não compete com um cavalo normal, mas sim com um capall uisce, um cavalo místico, que vive nas águas do oceano que banha a ilha de Thisby. O capall uisce é muito mais forte que um cavalo normal, muito mais veloz e é letal — cavaleiros e capaill uisce morrem nessas corridas.

Sean Kendrick é um dos cavaleiros, com somente 19 anos, ele é uma lenda, porque já ganhou várias vezes a corrida. Com um jeito silencioso, austero e impenetrável, é de se pensar que ele não tem medo de nada. Mas ele só compete não pelo amor a corrida, mas porque tudo o que ama depende do resultado da corrida.

E também tem a Kate Connolly, ou Puck, como é mais conhecida. Orfã de pai e mãe, com uma situação financeira frágil, ela decide participar da corrida — mesmo contra a vontade de seus dois irmãos, Gabe e Finn. A primeira mulher a participar da corrida, ela não é muito bem vinda. Mas ela não vai se intimidar, pois assim como Sean, tudo o que ela ama e sempre conheceu está em risco, e vencer pode ser a solução para seus problemas. Sagaz, determinada e corajosa, Puck decide participar, mesmo sem estar preparada para o que a espera.

E competir contra Sean é uma dessas coisas. Sean conhece o mar assim como o mar conhece seu nome de cor. Dizem por Thisby que ele tem um pé na terra e um no mar. Ele sussurra para Corr, seu tão amado capall uisce, e ele lhe obedece. Sean, movido pela mágica que envolve Corr e o atrai para o mar, desenha na areia, comanda seu capall uisce seguindo as veias do cavalo, e ninguém sabe como ele consegue. Mas ele é o único que sabe como ganhar a corrida, o único que entende de verdade seu capall uisce.

WOW. Tem alguma coisa nesse livro que o torna irresistível. Não sei se a lenda que é fascinante ou se são os personagens ou a escrita da Maggie ou um pouco de tudo, mas WOW. É simplesmente MUITO bom. Eu admiro (e sou fangirl declarada) da Maggie e sua escrita, e nesse livro não foi diferente, quiça até melhor que Shiver.

E também tem a lenda e a magia que envolve os cavalos da água. Foi diferente de tudo que eu já li e fez com que eu virasse as páginas sem me dar conta do tempo. Eu estava tão envolvida na história que fiquei feliz, nervosa, ansiosa, esperançosa e de coração quebrado junto com as personagens.

Outro ponto forte do livro é sem dúvida as personagens. O livro é contado em capítulos narrados pela Puck e pelo Sean, dando a chance de você conhecer um pouquinho de cada tanto através dos olhos do outro quanto de sua voz.  Eu li num dos posts da Maggie, não lembro qual, que ela se inspirou no Mr. Darcy de Orgulho e Preconceito para criar o Sean e deixe-me dizer algo: ela fez alguma coisa de MUITO certo porque a personalidade do Sean é tão austera e distante, mas você percebe que é só uma artimanha para se proteger. Como a Maggie mesmo o descreve: "a dark-haired boy who is made of all corners." (Sério. Olha o nível dessa frase..) Puck consegue, aos poucos, lentamente, se aproximar dele. Talvez porque ela o desafia e  ao mesmo tempo é tão parecida com ele. Maggie conseguiu capturar muito bem a personalidade de seus personagens e transcrever isso em palavras. "You're the oldest nineteen I've ever met, Sean Kendrick."

Acho que vocês já devem ter percebido que eu amei esse livro, mas se não: EU AMEI. Vou terminar a resenha dizendo que vocês deveriam ler The Scorpio Races agora, quem puder, ou comprá-lo assim que for lançado aqui no Brasil. Vocês não sabem a história que esse livro guarda!

5/5 - 

Skoob: adicione.
Níve de inglês: médio
Compre: {Book Depository}

Esse livro já foi publicado pela Editora Verus.

Booktrailer! Música e imagens feitas pela própria Maggie Stiefvater! (Porque não basta escrever bem, a Maggie também faz o melhores booktrailers.... )



13 comentários

Resenha: A abadia de Northanger

Um dos livros que li para o Desáfio Clássico.

Resenha:
Esse foi o segundo livro que li da Jane Austen e m pouco diferente de Orgulho e Preconceito. A abadia de Northanger foi o primeiro romance de Jane Austen, mas só foi publicado postumamente.

Catherine Morland, protagonista do livro, é descrita como uma jovem de 17 anos que não era a mais bonita de sua família de várias irmãs e irmãos e não tinha algum talento que destoava. Mas logo no início do livro nos deparamos com o seguinte quote: "Ninguém que tivesse conhecido no passado a menina Catherine Morland poderia ter presumido que ela nasceu para ser uma heroína."

Só essa frase fez com que eu desconfiasse da sua descrição de uma menina normal e não acreditasse plenamente no narrador. Ela é convidada para ir até Bath passar uma temporada com seus vizinhos. Chegando lá, conhece e vira amiga de Isabelle Thorpe, uma personagem criada para demonstrar como a sociedade daquela época era movida por interesses, e também conhece seu irmão, John Thorpe, um cavalheiro um tanto quanto impertinente e desagradável.

Ela também conhece Sr. Tilney, que mexeu com o coração de Catherine. Após algumas semanas em Bath, ela é convidada para passar algumas semanas com a família Tilney, que reside em uma abadia — a abadia de Northanger.

Catherine é uma leitora assídua de romances góticos e sua imaginação foge do controle ao chegar em Northanger, pois tudo aponta que um crime foi cometido lá.

Como eu disse anteriormente, esse livro é diferente pelo tom de sua narrativa: o leitor percebe um fundo de ironia, como se ela estivesse ironizando a sociedade que só visa dinheiro, ao mesmo tempo fazendo uma paródia de um romance gótico. É um livro muito divertido, se você perceber o que e por que ela ironiza certas cenas!

4/5

Skoob: adicione.
Compre: {Fnac} {Saraiva}


9 comentários

Quinta em Outra Língua: The Book of Tomorrow

{O Quinta em outra língua é um meme criado por este blog para fazer resenhas ou comentar sobre lançamentos de livros estrangeiros às quintas-feiras. Todo blog pode participar - saiba mais aqui!}

*

Resenha:
O primeiro livro que eu li da Cecelia Ahern* Thanks for the memories — não me deixou com uma impressão boa. Eu me lembro de ter escrito na resenha, no entanto, que eu não gostei da história, mas que a escrita da Ahern era definitivamente maravilhosa.

E em The Book of Tomorrow, além da escrita, Ahern criou uma história fascinante — teria perdido uma história maravilhosa se não tivesse dado uma segunda chance à autora — ou não tivesse ouvido a Dayse!! Obrigada por ter me incentivado! :)

Tamara Goodwin nasceu em berço de ouro, foi criada rodeada de luxos e muito mimada, estava acostumada a ter tudo que queria — na hora que queria. Mas ela não contava com o suicídio de seu pai. As dívidas não tinham tirado todas suas propriedades, mas também a vida dele.

E é assim que Tamara se vê forçada a mudar para a casa, no campo, de seus tios — Arthur e Rosaleen. Deixa seus amigos para trás, toda uma vida de luxo, a única que ela conheceu, para trás. Sua mãe passa os dias e noites trancada no quarto, de luto e dormindo a maior parte do tempo. Nada que Tamara faz ou diz parece ter algum efeito nela. Arthur, irmão de sua mãe, é um homem de poucas palavras e sua tia é a dona de casa perfeita, mas ela tem uma personalidade, digamos, estranha. Ela paira sobre Tamara, sempre ao seu lado, como se não pudesse deixá-la sozinha, cheia de segredos e não-me-toques.

O dia em que sua vida muda radicalmente é quando ela encontra um livro — que na verdade é um diário. Tamara nunca foi de escrever ou ler, mas vê aquilo como algo para passar o tempo. Quando abre as páginas, vê algo escrito. Mas não é algo qualquer: em sua caligrafia, está escrito um relato do dia seguinte, do amanhã. E é sabendo o que vai acontecer amanhã, que ela consertará o passado e o presente e transformará seu futuro.

Eu li um livro chamado Jellicoe Road que foi diferente de tudo que eu já tinha lido — tudo. Mas The Book of Tomorrow chegou perto, com uma trama parecida que se baseia em segredos do passado, segredos que alteraram a vida de todos que tocou.

Apesar de ser uma leitura mais densa, poucos diálogos, eu me vi grudada nas páginas, querendo saber o que o diário iria contar e o que Tamara iria fazer com essas informações. O misterioso bangalô do outro lado da estrada, o castelo em ruínas e a dúvida sobre o fim que teve seus antigos moradores. Eu não quero falar muito para não estragar a história, esse é o tipo de livro que você deveria começar a ler sabendo o menos possível. Nenhuma palavra foi escrita à toa, foi como se no decorrer do livro Ahern tivesse tecido uma história tão bem feita que o resultado foi um livro com um final me surpreendeu.

Desde o início eu simpatizei com a Tamara, apesar das respostas que ela dava e do seu comportamento explosivo. Ela amadurece a olhos vistos, mas sem deixar de ser ela mesma na essência. Além de ter que lidar com a morte do pai, com a situação de sua mãe, com a mudança radical de sua vida, o diário poderia ser tanto a solução para seus problemas quanto uma maneira de deixar Tamara sem vontade de tentar melhorar sua vida, porque seu futuro já estava escrito mesmo. "Would you prefer to be given a life already lived too, Tamara? That way you can sit back and observe it. Or would you rather live it yourself?"

É uma leitura fantástica!

4/5
Skoob: adicione.
Nível de inglês: médio
Compre: {Cultura — pronta entrega} {Saraiva — pronta entrega} {Book Depository}


Cecelia Ahern é uma das novas autoras da Novo Conceito!

13 comentários

Resenha: Um Homem de Sorte

"Você achou essa fotografia por um motivo. Ninguém deu falta dela também por um motivo. Hoje resolveu pegá-la por um motivo. Ela estava destinada a você."

Resenha:
Logan Thibault, um ex-soldado, está em uma missão — que não tem nada de militar. Deixou o estado do Colorado e a pé atravessou o país, até a pequena cidade de Hampton, na Carolina do Norte, com um único objetivo: encontrar a mulher de uma foto.

Essa foto é o que fez com que a história de Thibault se cruzasse com a de Beth, Ben e Clayton. Há cinco anos, Thibault encontrou essa foto no Kuwait e desde então tem tido muita sorte — vários de seus colegas soldados morreram, enquanto Thibault escapava ileso. Um de seus amigos, Victor, que era muito supersticioso, disse que a fotografia era um amuleto — algo que Thibault, a princípio, não acreditou. Mas quanto mais pensava nessa possibilidade, mais a ideia lhe parecia plausível.

Foi assim que ele começou a trabalhar no canil de Nana, avó de Beth, e foi assim que os dois se aproximaram. Uma foto fez com que as histórias deles se cruzassem, mas foi o amor que fez com que eles permanecesse um na vida do outro.

Nicholas Sparks é famoso por suas histórias de amor com um final um tanto triste, mas não em Um Homem de Sorte. Mas tirando o final atípico, tudo aquilo que fez com que ele tivesse milhares de fãs ainda está presente, por isso acho que esse livro será um queridinho entre suas fãs. Mas eu não consegui me envolver com a história, nem com os personagens.

Não quero contar com a relação entre Thibault, Clayton e o filho de Beth, Ben, porque essa é uma das surpresas do livro. No entanto, para mim, o enredo desse livro foi muito parado, sem acontecimentos. Faltou algo para que o livro fosse marcante para mim. Esse é o segundo livro que leio dele e é a segunda vez que isso acontece — termino a leitura da mesma forma que comecei, sem ter me emocionado.

Mas como eu disse antes — aquilo que emociona tantos, ainda está presente nesse livro. Acredito que o final vai ser uma novidade mais do que bem vinda para os fãs do autor!

3/5

Skoob: adicione.
Compre: {Saraiva} {Fnac}

17 comentários

Quinta em Outra Língua: Prom and Prejudice

{O Quinta em Outra Língua é um meme criado por este blog para fazer resenhas ou comentar sobre lançamentos de livros estrangeiros às quintas-feiras. Todo blog pode participar - saiba mais aqui!}

*

A Elizabeth Eulberg já tem um livro lançado aqui no Brasil, Lonely Hearts Club pela Intrínseca!

Resenha:
Eu amo Orgulho e Preconceito da Jane Austen, é um dos meus livros favorito. Prom and Prejudice é um  retelling de O&P ambientada no mundo atual, com personagens mais jovens e algumas diferenças da história original.

Lizzie estuda na escola de Longbourn, uma escola para meninas da alta sociedade, mas ao contrário da maioria, ela tem uma bolsa de estudos devido ao seu talento como pianista. Ela não se interessa nem um pouco por vestidos, marcas, muito menos pelo famoso baile de Longbourn. Sua colega de quarto, Jane (que em O&P é irmã de Lizzie) é uma menina meiga e de suas poucas amigas, já que todo mundo da escola a trata mal. Charlotte, que assim como em O&P é amiga de Lizzie, é também uma estudante bolsista.

Logo no início do livro, Charles Bingley e seu sério amigo, Will Darcy (!!!!!) voltam a Pemberly — a elitizada escola para os meninos —, depois de um semestre em Londres. No coquetel de boas vindas a todos os estudantes que voltaram de Londres, Lizzie conhece Will e tem uma impressão horrível dele, pois o considera um menino arrogante e metido. (Exatamente como no livro original!! Todas as fangirls do Mr. Darcy indo a loucura!)

O livro é muito fiel ao original, não totalmente, mas eu achei que funcionou direitinho!! Foi tão emocionante ler sobre esses personagens no mundo moderno! Não vou contar mais, porque quem já leu sabe como as coisas vão acontecer e para quem não conhece essa história linda deveria ler! Eu recomendaria ler tanto o clássico quanto Prom and Prejudice!

Prom and Prejudice tem algumas diferenças, principalmente no final, mas eu AMEI que a autora mudou o final! SIM! Foi tão fofo e combinou tanto com a história!! Não preciso nem dizer que o Darcy é .... perfeito!

A caracterização dos personagens foi muito boa, mas a melhor foi a do Darcy! Várias passagens de Prom and Prejudice me fizeram lembrar das passagens de Orgulho e Preconceito, o que mais uma vez o quão fiel foi a adaptação. A Lydia continua infantil, o Collin foi um dos mais engraçados com aquele jeito Mr. Collins dele! HAHA

Eu acho que quem já leu e gostou de Orgulho e Preconceito vai adorar essa versão — eu sei que já disse isso, mas ler sobre uma Lizzie e um Darcy mordernos foi MUITO legal!! Às vezes, para quem ainda não leu, não vai ser tão emocionante ou empolgante, mas eu ainda sim recomendo! Adorei!


5/5 

Skoob: adicione.
Nível de inglês: fácil


13 comentários
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...