{O Quinta em outra língua é um meme criado por este blog para fazer resenhas ou comentar sobre lançamentos de livros estrangeiros às quintas-feiras. Todo blog pode participar - saiba mais aqui!}
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"Nothing comes out of Nothing."
Resenha:
Sempre que eu vou escrever uma resenha para algum livro que eu gostei muito, mas muito mesmo, eu sempre me pergunto qual é o ponto, porque parece que eu repito várias e várias vezes o quanto eu gostei, o que vocês iriam entender se eu só escrevesse: “Eu amei esse livro.”
Mas aqui vou, mais uma vez, tentar explicar o porquê eu gostei tanto de The Piper’s Son. E se eu não conseguir explicar direito, lembre-se de que algumas coisas te deixam sem palavras..
Passados 5 anos do final de Saving Francesca (The Piper's Son é uma companion novel de Saving Francesca), voltamos ao mundo em que Melina nos apresentou no livro da Francesca. Mas agora quem precisa de salvação é Thomas Mackee.
Após a morte de seu tio, a família de Tom se despedaçou, e daquela família unida só restou fotografias. Ele largou a universidade, virou as costas para seu grupo de amigos e tudo o que ele quer é esquecer. Esquecer seu pai alcoólico, esquecer que sua mãe se mudou para outra cidade, esquecer que algum dia ele já foi feliz. Esquecer Tara Finke. O problema é que a bebida e as drogas não mantêm as memórias longe, e depois de ter chegado ao fundo do poço, ele vai morar com sua tia.
Tom volta a trabalhar ao lado de duas de suas antigas amigas, Francesca e Justine, e lentamente — bem lentamente — ele volta a ser o Tom que elas conheciam. Mas o problema é que Tom nunca vai ficar 100% bem se sua família não estiver reunida, só que ele não tem forças para consertar tudo... mas quanto mais ele convive com sua tia, mais ele descobre que talvez ninguém tenha essa força.
The Piper’s Son é contado em terceira pessoa, focado mais na história de Tom, mas a história de Georgie é tão bonita e triste quanto. Devastada após a morte de seu irmão, Georgie se encontra grávida do homem que quebrou seu coração da pior maneira possível.
Sabe o que é ler um livro com a impressão de que você está recolhendo do chão os pedacinhos do coração dos personagens? Às vezes a Melina Marchetta escreve cenas que te deixam com um pouquinho de esperança de que vai dar tudo certo, mas elas são como pontos de luz na escuridão. E quanto mais perto do fim, mais intenso ficam esses pontos de luz, clareando toda a escuridão da vida do Tom, e ela faz isso de tal maneira que te pega desprevenido. Como na página 161, lá estava eu sentindo pena de tudo e de todos, quando — BAM— eu estava a beira de lágrimas de felicidade. (Aconteceu isso várias e várias vezes...) O livro é bom desse jeito!
Sei que falar “nunca vou esquecer desse livro” pode parecer exagero, mas as histórias da Melina mexem com você até que você se sinta na pele do personagem, até que você sinta que a dor dele é a sua. E que a felicidade dele é sua.
Eu não vou conseguir explicar o quanto eu amei esse livro. Rever a Francesca (como eu amo essa personagem), o Will e como anda o namoro deles. A história da Georgie e do Sam, tão triste, tão complicada, mas tão tão tão bonita. Mas, acima de tudo, o que eu mais gostei nesse livro foi a sensação de proximidade, o que eu não vou conseguir explicar. A Melina Marchetta é uma escritora fabulosa, ela mostra, ao invés de descrever, o que os personagens estão sentindo, e isso deixa a leitura ainda mais indescritível!
A história do Tom é sobre perdas, tristezas, desentendimentos e quilômetros de distância, mas é também uma história sobre reencontrar o caminho de casa, e esse enredo tinha tudo para se tornar um grande clichê, mas confie em mim quando eu digo que essa história vai te surpreender!
5/5 - ♥
Skoob: adicione.
Nível de inglês: médio
Nível de inglês: médio
Capa australiana — um milhão de vezes mais bonita! E um milhão de vezes mais parecida com a história! Qual vocês gostaram mais?


Que resenha LINDA, Giu!
ResponderExcluirNossa, vontade de parar tudo e ir ler esse livro.
Não sou muito fã de histórias com muito drama, sabe. Vai ser um milagre no dia que eu conseguir de fato ler um livro do Nicholas Sparks por livre e espontânea vontade. Mas aí tem aqueles livros que tem drama sim, mas num nivel intermediário, antes do nível Nicholas Sparks. hahaha
E eu ainda reluto pra ler esses livros. Tem eras que tô jurando que vou ler algum da Jennifer Echols, e nada até agora. E agora vc me faz ficar com vontade de ler os livros da Melissa...
Vou considerar um vitória pra mim mesma o dia que eu de fato ler um livro da Jennifer, da Melissa ou da Sarah Dessen.
Não é nem por eu ter preconceito contra esse tipo de livro, não é isso. Mas sabe quando... ai, não sei nem explicar.
Acho que a vida real já é tão cheia de dramas, que livros com tanta carga dramática assim acabam não me atraindo muito. Concordo com o que a Meg Cabot disse uma vez, que a gente lê pra de certa forma "fugir da realidade", e eu acho que pra mim, pelo menos nessa fase da minha vida, isso é uma verdade. Acho que é por isso que nas minhas leituras predominam os YAs, sejam os sobrenaturais ou desses bem levinhos, tipo os da Meg mesmo, ou chick-lits tbm nesse estilo.
Acho que eu não gosto de me sentir pressionada, angustiada, em saber qual vai ser meu próximo passo ou algo assim. E quando a gente lê, a gente realmente sente o que os personagens estão sentindo, entra completamente na história. E pra mim, penso nos livros como algo bom, em sua essência mesmo. Mas esse "algo bom" vai ser diferente pra cada um. E pra mim, se eu ficome sentir assim angustiada e tudo mais, acaba não sendo algo bom, mesmo sendo essa a ideia do autor e a proposta do livro. Já fiquei angustiada em zilhões de livros, mas por mais que isso seja algo até necessário não vou dizer que é a minha sensaçao favorita no mundo. É bom quando isso acontece, pq faz parte da história, e eu não trocaria esses momentos por nada. Não sei se o que eu escrevi fez algum sentido, mas acho que é isso.
É incrível quando um livro nos envolve assim, nos faz sentir tudo que os personagens estão sentido. Pra mim, isso é uma das coisas mais mágicas do mundo, fazer que com ideias, palavras e papel, uma pessoa consiga passar pra milhares, milhões de outras pessoas o que ela tem pra contar, seja a história que for.
Mas eu ainda vou ler Jennifer, Sarah, Melissa... e suas resenhas aqui ajudam muito pra essa minha "barreira" ir caindo um pouco, pq acredite, só de eu ficar com vontade de ler um livro com tanta carga dramática assim, já é um grande passo.
E eu sei que vc faz é Direito, e não Psicologia, então vou parar com a "sessão-divã" por aqui. HHAHHAH
Bj, Giu! :*
Ah, não repara nos zilhões de erros, pq tô no almoço do estágio e o teclado daqui é um terror. HUHSAUSHUSHUA
ResponderExcluirEu gosto mais da primeira capa, mas como eu não li e pela sua resenha, a segunda tem mais a ver mesmo. Tem capas que chamam atenção, mas acho que não adianta chamar atenção fazendo a pessoa pensar uma coisa nada a ver. Tipo a do livro Um Dia da Intrínseca (a nova, do filme, tem mais a ver).
ResponderExcluirAinda tenho vontade de ler esse livro aí, mas se não leio a resenha ia ler achando uma coisa totalmente diferente. haha
Adorei sua resenha!
ResponderExcluirEstou louca de vontade de ler esse livro. Ele parece ser tão bom! :)
Vou ficar torcendo para que ele seja lançado no Brasil logo.
Será que tem problema ler esse livro sem ter lido Saving Francesca? Vou procurar mais informações sobre o Saving Francesca.
Eu gostei mais da capa australiana! =D
Nossa, sua resenha me deixou muito curiosa com esse livro *--*. Eu já conhecia o livro de capa, mas não sabia que era companion novel de Saving Francesca... acho a capa americana linda, mas depois que li a sua resenha, achei mesmo meio nada a ver, então fico com a australiana (Owwnn, fiquei com vontade de viajar pra lá ahsuahsua).
ResponderExcluirDe qualquer forma, parece ser um livro ótimo, espero ler logo... Sei que livros desse tipo raramente são lançados aqui, infelizmente, então o jeito é ler em inglês :)
Bjs,
Isa ~ portal dos livros
Você me convenceu. Agora fiquei querendo muiiiiiito ler esse livro *--* Ele parece ser realmente muito bom, e não é só isso fiquei querendo ler Saving Francesca também.
ResponderExcluirBeijos,K.
Girl Spoiled
Se você amou eu vou amar né? Mas até esperar ele chegar ao Brasil e se um dia ele chegar vai ser o parto né?
ResponderExcluirEu amo estórias intensas desse jeito, e eu já disse para você parar de me viciar nesses livros né? Mas parece que você não me ouve! Brincadeira, me viciei o quanto quiser! :)
Beijos
Will
Vício de Cultura
Wow, você REALMENTE gostou do livro, hein, Giu! Dá para notar pela forma como você meio que luta para demonstrar o quão ele é bom e te tocou. Sua resenha ficou boa, dá ua curiosidade imensa para saber se ele vai tocar assim na gente, também. E a capa australiana é bem mais bonita, mesmo.
ResponderExcluirBeijos
Mulher gosta de falar
Realmente, a Capa australiana é bem mais bonita
ResponderExcluirE pela resenha que li, é a que se parece mais com o livro
E eu amo esse meme
Gostei bastante da dica
Beijos
A história realmente parece interessantíssima... Fiquei com bastante vontade de ler. Pena que sou péssima em inglês, o que torna essa vontade impossível. :X UHSAUSAHS
ResponderExcluirNo geral, achei a primeira capa mais bonita. Mas acho que se tivesse lido o livro concordaria com você, adoro quando as capas se relacionam com a história. :)
Beeeijos
Marina Oliveira
http://distribuindosonhos.blogspot.com
Oi Giu,
ResponderExcluirCerto, você me convenceu e agora quero ler os livros da Melina. Linda resenha!!
Beijos
Primeiro: Gostei mais da capa Australiana.
ResponderExcluirAgora vamos lá! Você me convenceu (assim como acho que deve ter convencido várias pessoas) a conhecer este livro da Melina.
Amei sua resenha - super empolgada, como sempre.
Beijos!
Nossa, fiquei super curiosa!
ResponderExcluirVocê falou com tanta emoção e conseguiu transmitir isso, que dá vontade de sair correndo e achar o livro pra ler agora!rs
Nada melhor que um livro que te dá várias sensações, como se você estivesse dentro da história né?
Eu preferi a capa Australiana...De acordo com sua resenha, parece que ela tem mais a ver!
Beijosss
Ai meu Deus! Que resenha linda, Giu. O livro me pareceu ser tão lindo e emocionante, aaah, eu quero ler!! Será que vão lançar no Brasil?
ResponderExcluirÉ verdade mesmo o que vc falou sobre YAs australianos u.u Concordo em tudo!
Beijos :*